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Goldman Sachs e hedge funds esperam eleições mais disputadas do que o resultado das pesquisas.

  • Foto do escritor: Leonardo Strambi, CFA
    Leonardo Strambi, CFA
  • 22 de set. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de dez. de 2022

Pesquisas recentes de intenção de votos sugerem que Lula poderia ganhar o pleito ainda no primeiro turno. Confira o posicionamento de algumas casas sobre o tema.




Artigo publicado na Bloomberg traz a visão da Goldman Sachs e de Fundos Multimercados.



Os principais destaques da reportagem foram os posicionamentos do Goldman Sachs e das renomadas gestoras ACE Capital, Legacy Capital e Kapitalo Investimentos.


O Goldman Sachs enxerga que a base política de Jair Bolsonaro mais energizada e um nível maior de abstenção entre os apoiadores de Lula sugerem que a votação será mais disputada do que o indicado nas pesquisas.


A visão da Kapitalo aponta que a combinação de um mercado de trabalho aquecido e declínio da inflação gerou um aumento nos níveis de aprovação do governo, que pode tornar a disputa mais acirrada.


A ACE Capital destacou que não é aconselhável utilizar o resultado das pesquisas eleitorais como um preditor certo e confiável do resultado das eleições, apontando também o 'momentum econômico' em favor do atual presidente, para concluir que espera uma disputa mais acirrada do que a maior parte dos analistas e players do mercado.


A Legacy Capital, uma das nossas gestoras preferidas para estratégias macro, atualizou o interessante estudo sobre pesquisas eleitorais e escolaridade do eleitorado, publicado previamente em 2018. Pelos cálculos da gestora, o candidato Lula poderia estar com sua intenção de votos superestimada em cerca de 8 pontos percentuais, enquanto a votação indicada para o candidato Jair Bolsonaro poderia estar subestimada em 6 pontos percentuais. Confira a íntegra do estudo:

Confira o estudo da Legacy Capital, sobre pesquisas eleitorais e escolaridade do eleitorado.

O artigo foi retirado da página do Linkedin da gestora.


"O perfil de escolaridade do eleitor mediano dos dois principais candidatos sugere que o resultado das urnas pode ser significativamente diferente do reportado pelas pesquisas



Com a proximidade do primeiro turno das eleições, revisitamos* o estudo que conduzimos nas eleições de 2018, onde destacamos a existência de uma relação negativa entre os erros das pesquisas de 1º turno, e o gap educacional dos candidatos.


Definimos a variável gap educacional como sendo a diferença entre a intenção de voto de cada candidato no nicho de eleitores com formação até o ensino fundamental, e a sua intenção total de votos na pesquisa (Eixo “X” do gráfico abaixo). No eixo “Y” está representado o erro da pesquisa IPEC (antigo IBOPE), definido como sendo a diferença entre o total de votos do candidato apurado na urna, e a estimativa reportada pela última pesquisa, tipicamente divulgada na sexta feira anterior à eleição.


A regressão, construída a partir dos resultados da eleição presidencial por estado, de 2006 a 2018, mostra que quanto maior for a escolaridade média do eleitorado do candidato, mais as pesquisas tendem a subestimar seu resultado nas urnas. Inversamente, candidatos cujo eleitorado tem escolaridade média menor tendem a ter sua intenção de votos superestimada pelas pesquisas. Essa relação negativa é mais evidente em eleições polarizadas, em que candidatos únicos de direita e esquerda atingem diferentes perfis de eleitores.


Dentre as possíveis explicações para esse fenômeno está a distribuição das taxas de abstenção entre os diferentes níveis de escolaridade. Notadamente, os eleitores que se declaram graduados até o ensino fundamental tendem a se abster em maior proporção do que os de escolaridade mais elevada. O maior custo de transporte ao local da votação para estes eleitores, explica, provavelmente, parte importante deste efeito.


Segundo a última pesquisa IPEC, o candidato Lula teria 58% das intenções de votos entre os eleitores de menor escolaridade, 11 pp acima da sua intenção total de votos, de 47%. Lula, na presente eleição, exibe a maior concentração de votos em eleitores de menor escolaridade, em todo o universo de dados considerado no estudo. As métricas para o candidato Bolsonaro são 25% e 31%, respectivamente, o que gera gap educacional negativo de 6pp, em linha com o histórico médio de um candidato de direita.


A relação estimada entre o gap educacional e o erro das pesquisas em relação ao resultado da urna, a partir dos resultados, por estado, das últimas 4 eleições presidenciais, sugere que o candidato Lula pode estar com sua intenção de voto superestimada em cerca de 8 pp. A mesma relação sugere que a votação do candidato Bolsonaro pode estar subestimada em 6 pp.


Se esta relação média for respeitada, portanto, a tendência é que se observe um resultado substancialmente distinto do que o sugerido hoje por pesquisas de opinião que, a exemplo do IPEC, sugerem estar o candidato Lula em significativa vantagem.


*Na eleição de 2018, conduzimos estudo semelhante, disponível no link abaixo"




Leonardo Strambi

Fundador e Assessor de Investimentos na Austria Capital.

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