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Giro Global #12: Em compasso de espera por semana de decisões de política monetária, mercado cai.

  • Foto do escritor: Leonardo Strambi, CFA
    Leonardo Strambi, CFA
  • 17 de set. de 2022
  • 4 min de leitura

Em semana marcada pelo movimento de aversão ao risco, mercados globais fecham em queda, aguardando semana de decisão de política monetária ao redor do mundo. Nos EUA, o mercado espera uma alta de 75 bps e no Brasil é esperada manutenção da taxa básica de juros em 13,75% a.a..


Resumo da Semana


Tudo que você precisa saber sobre o mercado, em apenas 1 minuto.


Cenário Macro


Gráfico da semana: Inflação na Russia atinge seu maior nível nos últimos 20 anos.


Em semana marcada pelo movimento de aversão ao risco em resposta aos dados de inflação americana, as bolsas internacionais fecharam em queda. O Stoxx 600 caiu -2,89%, Nasdaq caiu -5,5%, o S&P 500 -4,8% e o Ibovespa -2,7%.


O CPI dos EUA subiu 0,1% no mês, contra uma queda esperada de -0,1%. A inflação norte americana nos últimos 12 meses atingiu o nível de 8,3%.

Já na Zona do Euro, com a leitura de agosto, o CPI atingiu 9,1% nos últimos 12 meses, corroborando com as expectativas de uma contração monetária mais agressiva pelo BCE e aumentando a probabilidade de recessão econômica.


Nos EUA, o mercado adota tom defensivo enquanto aguarda a decisão de política monetária do Fed, a ser divulgada na semana que vem, onde o mercado espera um aumento de 75 bps na taxa básica de juros. O S&P 500 encerrou a semana em queda, precificando o custo de capital mais elevado em um ambiente de juros altos e a maior probabilidade de uma recessão mais acentuada, fatores que impactam negativamente o lucro das empresas.


Um fato que chamou a atenção foi a reação do mercado ao resultado da FedEx, divulgado na noite de quinta-feira. As ações caíram mais de 20% no pregão de sexta-feira, contagiando concorrentes e empresas que utilizam os serviços prestados, como UPS e Amazon, dentre outras. A companhia anunciou um profundo programa de corte de custos e sinais de uma demanda mais fraca pela desaceleração do e-commerce. Pela importância da empresa no setor de logística dos EUA, serve de termômetro para as expectativas da economia.


Conforme destacamos nos últimos artigos, com os movimentos de correção na bolsa norte americana, podemos observar uma contração de múltiplos no índice S&P 500, porém as expectativas de lucro das empresas não foram significativamente impactadas. Um eventual ajuste de expectativas poderia desencadear em um processo de reprecificação mais acentuado dos ativos de risco. O resultado da FedEx (e a reação do mercado) acende um sinal amarelo.


Na China, dados de atividade vieram melhor do que o o esperado. Com a leitura de agosto, vendas no varejo subiram 5,4%; e a produção industrial nos últimos 12 meses cresceu 4,2%, contra um esperado de 3,8%. É importante reforçar que, comparado aos países do ocidente, a China se encontra em um estágio mais avançado do ciclo econômico, passando por um momento de injeção de estímulos fiscais e monetários na economia.


O Ibovespa fechou a semana em 109.280 pontos. As empresas ligadas ao petróleo operaram sem direção única e não acompanharam o forte avanço do Brent, que voltou a operar acima de 90 USD/bbl. Nubank anunciou fechamento de capital no Brasil.


O IGP-10 0,90% m/m, contra -0,50% m/m esperado pelo mercado. Com este resultado o acumulado nos últimos 12 meses é de 8,24%. Vale destacar que o IBC-Br, proxy do PIB, surpreendeu positivamente o mercado, subindo 1,2% em julho, contra uma projeção de 0,3%.


Em relação às eleições, a dispersão dos dados chamam bastante a atenção. O Datafolha registrou 45% das intenções de voto para o candidato do PT e a Modalmais/Futura Inteligência apontou Jair Bolsonaro à frente, com 41,9% das intenções de voto.


Os destaques das empresas foram Positivo ($POSI3), com alta de 12,9% na semana, Banco do Brasil ($BBAS3), Magazine Luiza ($MGLU3), Marfrig ($MRFG3) e MRV ($MRVE3); já os destaques negativos foram Usiminas, Qualicorp, CVC, Sabesp e Ecorodovias, as duas últimas com quedas inferiores a 10%.


Destaques Macro


Fluxo de estrangeiros: - R$ 0,8 bilhões.


Dólar: +2,00%; R$ 5,25/ USD


Juros: O vértice janeiro 2031 teve fechamento de 40 bps; atingindo 11,89%.


Bancos centrais em ação

Os principais headlines de política monetária ao redor do mundo na semana.


POLL-Brazil central bank set to keep rates at cycle high of 13.75% next week

Peru central bank lowers growth forecasts despite government stimulus

Australia's central bank says closer to normalising rates, hints at 2.5-3.5% range

Hungary c.banker flags possibility of halt to rate rises - paper

'Small' or 'determined'? ECB policymakers spar on rate hikes

Argentina hikes interest rate 550 bps after inflation overshoots

China c.bank pauses monetary easing, partially rolls policy loan, keeps rate unchanged


O que esperar para a próxima semana


A próxima semana terá a agenda cheia, com decisão de juros por diversos bancos centrais ao redor do mundo. Os destaques ficam para EUA, Japão, Reino Unido e Brasil.


Nos EUA, o mercado espera uma alta de 75 bps, elevando os juros para 3,0% a.a.; no Brasil é esperado manutenção da taxa básica de juros em 13,75% a.a., interrompendo o ciclo de altas iniciado em março de 2021.


Uma excelente semana e bons negócios.


Leonardo Strambi

Fundador e Assessor de Investimentos na Austria Capital

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